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Vivemos a melhor fase do “FAÇA VOCÊ MESMO” e eu fi-lo, ontem ávido, hoje maturo quanto baste para mais um nó em pontas soltas, contributivo em todas as causas validas, esta inclusive, porque é a vida que eu escolhi, o meu espectro basilar.

 

Do engodo também se aprendem as maiores lições, no erro crasso inadvertido, na hesitação de avançar parado, sitiado entre o quando, como, onde e com quem recomeçar de um falso fim, o silencio que ecoa em nós em dias repetidos, a duvida que nos assombra os sentidos porque receias falhar, o amor dentro ou fora de qualquer contexto, a busca incessante de uma ideia apagada, marginal e arrojada, mas ei-la agora aqui, eternamente inacabada.

 

Agora vou indo, tenho um encontro marcado com alguns cúmplices desta jornada e tu estás incluído, mas quero ainda retocar o brio e despir a indumentaria de homem das cavernas, que este feito tatuou em mim delévelmente nos últimos meses, quando mentalmente distante, quando nem sempre presente da outra face desta moeda.

 

Rui Sa Jr

http://ruisajr.com

COMUNICADO DE IMPRENSA

16.01.16 MiF

Olá malta, amigos e conhecidos, infiltrados cibernéticos, mídia, admiradores ou nem por isso, eís chegado o momento para as honras da casa que assinala a efeméride, a quem o vai ler queiram partilha-lo com os ausentes desta causa, para quem sabe, mais tarde recordarmos que tempos houve de falarmos para o boneco, mas que hoje festejamos juntos e alem fronteiras, graças a um denominador comum, a Internet.

 

Após um período sabático de dez loucos anos que antecedem este trabalho, decidi que seria este o momento ideal para conhecerem updates na forja, mas desta vez os interesses corporativos que alienam os álbuns, cujo seu conteúdo raramente se difunde por inteiro, não pode nem irá mais condicionar a premissa que qualquer dos singles representa no meu repertório, pelo que voltamos á geração vinyl 45rpm, porque presentemente o plano editorial nesta industria só faz sentido quando cada um dos singles e respectivo video-clip, cumprem e contribuem eles próprios, para as novidades em permanência nas redes sociais, onde reside grande parte dos nossos admiradores atentos, sem os filtros de secretaria.

 

(Para os mais interessados nos aspectos técnicos da coisa, leiam a minha entrevista online para a Loudness Magazine)

 

Entretanto, sempre defendi a obra desta aventura iniciada em 1998, aqui e ali, um pouco por toda a parte e onde me quiseram ouvir, sempre rolando, somando e seguindo até que a maquina colapse de ferrugem, mãos atadas ou portas fechadas me impeçam de continuar.

 

Este single galgou outros da gaveta fora, numa urgência ofegante de se anunciar em bicos de pé, como que confiante em fazer jus ao tempo de espera que me fitava ano após ano e afirmou-se para ser primeiro, para ser eu e tu onde quer que estejamos unidos entre palcos e plateias, estradas e outros caminhos de sentido ou paragem obrigatórios.

 

É também ele estandarte numa ocasião pomposa para enaltecer a forma asquerosa com que a TV generalista nos exilou e alimenta os seus lobbies nos últimos anos, porque hoje o que é bom melhorou bastante e o pior fede mesmo e, raramente nos é coerente ou acrescenta valor, pelo que bem haja o streaming e a TV por cabo que nos ergueu do fosso.

 

INTERNET RAISED THE TV BOY STAR, apesar de um trocadilho inspirado numa banda londrina do final dos anos 70 (The Buggles), na epoca fruto de uma outra demanda entre Video Vs Radio, é curiosamente um selo promocional que adjectiva inversamente a minha condição enquanto interprete, talvez porque eu nunca fui de todo um produto de televisão, como igualmente nunca fui tolerante perante o que por lá se produz sem qualquer utilidade para o interesse publico.

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